quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Atitude







Iniciar um texto é sempre meio irresoluto pra mim, normalmente é o início que garante se o leitor chegará até o final, quando se trata desses textos esporádicos, mas, na verdade os meus escritos quase sempre óbvios, com um final que nem sempre justifica o começo mas que se desenvolveu em meio aquilo que começou sem rumo.

É madrugada e comecei a pensar em algumas coisas e tive logo que vir por no papel, ou seja, na tela, porque vai que durmo e sonho com outras coisas ou com nada e acordo com algumas ideias que não sejam mais as de agora?
Bom, por via das dúvidas, vou tecer.
Lembrei-me de algo que um amigo me disse a respeito de como sempre terminam seus relacionamentos, eu ri tanto que se comparasse com um cano estourado, teria alagado o meu apartamento de riso, se fosse água.
E de repente.. como sempre acontece comigo, uma ideia e pah!
Lá estava eu, transmutando aquilo e tirando proveito para benefício próprio e a quem interessar.
Segundo ele, todos seus relacionamentos só acabam quando a sua parceira lhe atira panelas, mas elas tem que acertar, e pior ainda, tem que doer. Então eu perguntei (obvio), porque isso? Ele disse que se não acontecer isso ele nunca sabe se realmente acabou, certa vez ele terminou uma relação, brigaram, acabou e não houve o tal ''panelaço'', passaram-se dois anos ele não sabia se ainda tinha algo com ela, mesmo sabendo que estavam juntos e continuaram por mais oito anos após o término aquele dia, ate que um dia ele não suportando mais aquela situação e dúvida, a importunou até que a tão esperada panela voou em sua direção, causando-lhe o estrago necessário para a resposta esperada e a conquista da tal liberdade.
Eu não imaginava que isto teria algum sentido no momento que ele me contou isso, a não ser pra rir e passar pra frente esta experiência louca, que seu amigo faz e dizer o quanto é louco.
Mas aconteceu algo comigo hoje que foi bem parecido, mas nem chegou perto de ser o mesmo. Além do que, é sobre o espiritual que quero falar.
A vida da gente é como um caminho traçado e vamos andando por ele, (já dizia um velho senhor de fala fina rs), que no percurso encontramos um cavalinho e nos alegramos e pensamos, oh que bom, vou subir nele, descansarei minhas pernas e continuarei meu caminho.
Nesse caminho, encontramos uma vaca, que beleza, terei meu leitinho de todos os dias.
E seguindo vamos o caminho.
E de repente o cavalo empaca, pronto e agora?
Eu não quero descer, acomodado sobre a sela, mas sou obrigada a descer, pois a vida continua o caminho é longo e se eu ficar montada no tal do animal empacado, ficarei ali, então escolho descer, me esforçar e caminhar, arrastando minha vaquinha, mas o destino continua a ser buliçoso comigo, então a vaca morre e pensamos, agora como vou andar, como vou continuar, daí você se recorda que no começo não tinha o cavalinho, não tinha a vaquinha e então continua.
E junto ao corpo temos nossa bolsa de sementes, as boas e as más, vamos semeando por onde passamos e colhendo a medida que passamos pelos mesmos lugares novamente.
Vivemos uma relação com a vida que não sabemos o ponto que está, pois acostumamos com a situação, uma vez que, se caímos do cavalo, não mudamos de atitude, a vaca foi pro brejo, não mudamos a atitude, sabe o que eu comecei a pensar hoje meu amigo?
Que as vezes precisamos mesmo de levar umas paneladas na cara pra entender que acabou, que não tem mais condições continuar do jeito que está, as vezes é preciso dor pra sorrir, as vezes é preciso chorar pra limpar as vistas e retirar travas que estão nos olhos te impedindo de enxergar uma vida inaudita.
Mudar de fato as atitudes, não tem como a vida ser diferente se todos os dias fazemos tudo igual.
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