segunda-feira, 18 de maio de 2015

Idade mental


Que coisa boa, se é que eu posso realmente pensar assim. 
Por curiosidade, hoje fiz um rápido teste, desses que só servem para tomar nosso tempo, distrair e tirar-nos o foco do que realmente temos necessidade de fazer nesta hora, mas o resultado foi tão surpreendente que resolvi falar um pouco sobre isso. 
Qual a sua idade mental, dizia o teste. 
Fui respondendo as questões de acordo que vinham as alternativas mais parecidas com minhas atitudes, sonhos, vontades e outras coisas absurdas do teste. Somente doze perguntas e pronto, resolveram que tenho a idade mental de treze anos de idade.
Pensa que achei ruim!? Não, achei ótimo! 
Quais as preocupações de uma adolescente de treze anos? Quase nada, poucas preocupações.
Então como não consigo simplesmente aceitar uma resposta, não que eu queira questionar, mas tenho que tecer algo sobre esta conclusão séria deste site tão confiável. Comecei a pensar em umas coisas do passado e me recordar exatamente de quando tinha treze anos. 
Estava começando a fase adolescente mas com responsabilidades de uma jovem. Já trabalhava, tinha a estatura de uma mulher adulta, a mesma que tenho hoje e até já namorava, com consentimento dos pais, tinha muita maturidade e não quis fazer nada as escondidas, já dirigia, naquela época podia, não era permitido, mas também  não era proibido, viajava sozinha e até resolvia pequenas  questões para o meu pai na cidade vizinha. 
Gostava muito de ler, já escrevia bastante, tinha ideias não muito normais para as adolescentes da minha idade e por diversas vezes fui excluída de grupinhos por não concordar com alguns comportamentos inconsequentes.
Desde esta época eu já gostava de andar só, quando me perguntavam porque eu não saía com o grupo, eu dizia que não era índio para andar de turma. 
Muito radicalismo pro meu gosto, mas eu era assim aos treze anos. E uma vez aconteceu algo semelhante ao que aconteceu agora, não foi um teste como esse que fiz hoje, mas o atendente do caixa da agencia bancária que sempre me atendia quando fazia os depósitos para o meu pai me perguntou se eu tinha uns dezoito anos, disse que tinha treze e ele falou que eu tinha uma idade mental muito adulta, de uns dezoito anos mais ou menos,  fiquei toda orgulhosa, como se fosse uma grande vantagem, mas para mim era, pois os meus esforços eram pra isso, finalmente alguém tinha reconhecido. 
Eu só não me preocupei com o fato de que crescendo eu não teria mais como voltar a ser pequena para fazer o percurso corretamente, ser criança, adolescente e por "fim" adulta.
Mas resumindo e concluindo, há tempo para todas as coisas, tempo de nascer, "tempo de crescer, tempo de envelhecer", tempo de morrer (Eclesiastes 3). 
Parece que meu tempo vem girando ao contrário, pois eu já tive o tempo de envelhecer, agora estou no tempo de crescer, bendito e bem vindo seja o tempo de nascer de novo!

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