terça-feira, 9 de junho de 2015

Espaço em mim


Não é porque falo de dor, que não me deleito no amor.
O meu amor é longânimo, me permite ser poeta e falar sem pensar, mas não é complacente, desaprova o meu erro e me ajuda a mudar, sou pecadora constante, buscando a misericórdia incessante. 
Sinto tudo que falo e falo quase tudo que sinto, não sou de escrever sem sentir e nem sempre de sentir e escrever. 
Tenho um temperamento destemperado, que nunca falta pimenta, talvez falte um chá de alecrim ou de amora, sei lá. Importante mesmo que eu quero alegar é que por mais que seja insana esta minha vida, esta minha história, creio que há sempre um pouco de razão no delírio, pois, como já disse alguém no passado, até pra ser louco tem que ser sábio.
E mesmo em meio a insensatez, o amor encontrou espaço em mim, oxalá se ocupasse o resto, e então sem espaço, o desatino teria fim. 
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