segunda-feira, 22 de março de 2010

Extremamente desamparada.





Existe um lugar que não é bonito e nem feio. É aberto e desprotegido, fecho os olhos e me vejo sozinha em meio a vegetação rasteira que cresce desigual. Estou só e desprotegida, assustada, arrependida de algo ou de tudo, minha mente se confunde ao tentar desvendar os mistérios das memórias que me prendem. Só sei que olho a frente, o vento bate no capim mais alto tenho curiosidade de ver o que tem atras de mim, mas, não tenho forças para olhar. Estou parada, estagnada sem fome com sentimento de abandono. Escondendo a amargura, tentando esquecer os sonhos que destruí. Sinto que um ser me observa, talvez espere alguma reação minha. Mas no momento em que me encontro assim parece que é só eu dentro de mim. Talvez meu medo seja egoismo, não para não perder. Enquanto isso fico nesse espaço aberto que não posso definir ou identificar a não ser como minha mente confusa, perturbada, sozinha e extremamente desamparada a espera de algo ou alguém que venha me socorrer de onde nem eu sei quem sou.