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Minha vida,
meus sentimentos,
minha estética,
todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher,
têm, aqui, suas raízes.

Cora Coralina

Algumas alterações

Algumas alterações

(Yohana Sanfer)

"Não sei se viro menina, se viro mulher, se viro todas. Se viro santa, se viro doida. Quem sabe viro onça. Viro a mesa, viro o jogo, viro a página. Quem sabe levo a vida do avesso?! Quem sabe eu viro eu mesma. Mas pode ficar tranquilo. Eu me viro."


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Você acredita que os sonhos trazem mensagens para nossas vidas?
Sim, sempre dão certo com minha realidade.
Não, isso é uma bobagem!
As vezes tem alguma coisa a ver mesmo.
Não é apenas coincidência!
Sim, olho o significado de todos!



domingo, 19 de julho de 2015

Tempestade


Hoje não ia escrever nada e  já estou escrevendo. 
E escrevo por que algo me incomoda, escrevo para deixar gravado para posteridade esta crise, esta tempestade, sim é como me sinto no momento, no meio de uma chuva forte, que me molha, me deixa com frio e sem forças para sair debaixo dela, esperando que ela acabe comigo ou simplesmente passe logo e eu possa novamente  sentir o calor do sol.
Então agoniada em silencio, incomodada, sozinha e com medo começo a pensar demais e tudo esta errado, eu sou errada nunca fui certa, esta verdade é mentira, . 
O fato é que sou humana, e como humana errante sobre a terra, falha, cheia de defeitos, pois como eu disse, somos humanos e perfeito só Deus, ai de mim querer me comparar a nosso Senhor.
Somos uma metamorfose, estamos em constante evolução. Um dia eu disse que sou parte da família que me criou, das escolas que estudei, dos amigos que convivi etc.. etc. 
Pois é, sou mesmo, em constante evolução. Mudo de cidade, mudo de trabalho, colegas e companhias constantemente, cada lugar tem sua cultura, cada povo tem seu costume e cada pessoa tem seu jeito de ser, de viver, de encarar a vida, resolver problemas, enfrentar adversidades. 
Absorvemos o que cada um tem de bom e deixamos de lado o que não nos agrada,  não rejeitamos, renegamos as pessoas por não serem como gostaríamos que fossem, bitoladas ou lapidadas segundo nossa vontade. Não é engolir os defeitos e ficar tudo bem, não é isso, seria mais ou menos como comer peixe frito, tendo cuidado para não engasgar com os espinhos, então é melhor evitá-los e saborear só a carne, ou seja, a parte aproveitável, reconhecer antes as qualidades e não haverá necessidade de apontar defeitos. 
Eu já assumi demais minhas culpas, pois são muitas, tento reconhecer os problemas para não repeti-los, mas consertá-los é impossível. Exemplo disso é uma bica d'água que cai a 35 anos em cima de uma pedra, por certo tem uma marca bastante notável no lugar e se de repente mudar o curso da água, a marca continuará lá, levará muito tempo para marcar a nova pedra, assim somos nós, marcados pela vida, leva tempo pra que tenha efeito a nossa mudança. 
Só que infelizmente sou do tipo de pessoa que aprende errando, justamente por não saber que estou errando, faço o que faço, simplesmente pela razão de estar fazendo, não tem nada mais que isso, não tem um plano por traz de tudo, não tem uma intensão maquiavélica, só faço... mas as vezes quando vejo magoei, ofendi, não só agradei, não fui capaz de perceber a arrogância das palavras, a prepotência nas atitudes, mas já foi. Quem me conhece e gosta de mim, sabe que não sou mal e tira os espinhos e aproveita a parte boa. Já quem não se importa, joga todo o prato fora, pois não se interessa em tirar partes, em aceitar os defeitos, não se importa se o que resta é bom. Quem ama consegue ver a fraqueza por traz de atitudes infantis ou prepotentes e até me ajuda a crescer e me tornar melhor, sem ter que me ferir ainda mais que a vida.
Só que infelizmente não funciona assim, nem todo mundo quer saber de aceitar ou tentar ajudar a pessoa ou aceita-la como ela é, pois na era da tecnologia, de internet e de Redes Sociais é muito mais fácil mudar de pessoa.
Mesmo assim, sabendo que não tenho total culpa é mais fácil assumi-la do que ser infeliz, só que as vezes não dá mais tempo.
Se eu fosse escrever um livro sobre isso, talvez o título seria "Coisas que aprendi quando já era tarde demais."
Não tem só a ver com estas tolices que mencionei a cima, mas também com escolhas que fiz, isso sim é que aprendo tarde, depois que já quebrei a cara.
Exemplos;
Esconder um segredo por toda a vida e revelá-lo tarde demais - Ninguém acredita.
Manter uma paixão fictícia para me safar de sentimentos verdadeiros - Nos torna insensíveis para o resto da vida.
Casar por bondade, beleza ou amizade - Com o tempo sentimos necessidade de amar, apaixonar.
Confiar demais nas pessoas, qualquer uma - Uma hora ou outra nos decepcionam, é melhor não confiar tanto.
Querer mudar de vida e não ter um plano pra isso - Um dia a gente aprende, mas nem sempre muda.
Não envolver com alguém em jugo desigual - Um tem que ajudar o outro.
Médicos não são amigos, são médicos - Quando precisar ele vai trair sua confiança.
Me desvairar por alguém e pensar que ele também sente o mesmo - Você acaba sofrendo sem saber por que ou por quem.
Querer enfrentar o mundo sozinha, sem levar em conta as limitações - Uma hora você acaba pedindo ajuda e aí fica pior. Melhor é ser humilde e contar com a ajuda de quem amamos.
Só Deus pode mudar ou antecipar as coisas - Tentar se matar só te mata um pouco.
Dar demasiado valor e amar alguém que não me conhece e diz que me ama - Você nem vê como acaba só sente que uma tempestade envolveu você.
Barreiras no relacionamento por causa de comportamentos, tipo os que mencionei anteriormente, de uma forma que quase enlouqueço, não merecem minha atenção.
E assim vai por aí a fora, se eu for retrocedendo, lembrando minha história tenho incontáveis exemplos para que fosse produzido mesmo um livro, talvez eu tenha um dia paciência e sabedoria para tece-lo, mas por enquanto vou expondo minhas ideias, sentimentos e pensamentos tortuosos por aqui mesmo.
Mas nem sempre são tortuosos, nem sempre é tempestade, muitas vezes brilha o sol, pois, como disse um sábio ao seu aprendiz quando este lhe perguntou olhando para a chuva forte que caia do outro lado da janela... 
"Mestre, esta chuva vai parar?
 Ele respondeu.
 Até hoje ela sempre parou!"









sábado, 11 de julho de 2015

Vaidade


O que seria pior, amar e não ser amado ou amar ser amado e não poder viver esse amor, sem nada ou ninguém a atrapalhar a não ser o fato de que as partes em questão, os ditos apaixonados não se dão, não se acertam e não se aceitam.
Um atribuindo ao outro responsabilidades, indicando supostos defeitos, inculpando, incriminando, achando isso ou aquilo, denunciam sua própria arrogância apontando ao outro, evidenciando ainda mais a sua soberba e orgulho, sem falar na prepotência, autoritarismo, cargas e cargas de críticas e por aí vai. 
Os dois tem de tudo isso um pouco, mas apontar, criticar, brigar não muda o outro, o que muda é o tempo, a tolerância e a convivência em respeito.
São muitas bobagens que até esquecem os momentos bons e as coisas que realmente importam, como o valor da paciência  a grandeza do perdão e a soberania do amor .
Fico a pensar no futuro, não hoje, amanhã ou mês que vem, mas sim naquele futuro em que as pessoas param para pensar no que poderiam ter feito na vida e não fizeram por orgulho, besteiras, usos e costumes, por não aceitar o outro como realmente é, por não acreditar no que realmente importa, o sentimento. E nesta hora vão se lembrar e então, parados sentados em uma cadeira confortável em suas varandas, sozinhos, cada um em algum lugar do mundo, vão pensar e talvez até dizer em voz baixa; O que eu fiz do amor,  porque não aproveitei aquele momento? O que aconteceu na verdade?  Fecham os olhos por alguns instantes e não conseguem se lembrar o que foi, e não se lembram, por que o que é motivo para afastar uma pessoa da outra hoje não fará sentido amanhã,  pois, não terão valor futuramente, atitudes e insultos que impedem as pessoas de se aceitarem, que as fazem vulneráveis, machucando e golpeando um ao outro sempre e sem dó, nesta hora será irrelevante e o que agora é tão difícil de suportar ou ceder, lá descobrimos que poderíamos suportar muito mais pra alcançar e viver o que se perdeu, só pra não ter a dor de não saber como teria sido se tivesse cedido um pouco mais, se tivesse lutado um pouco mais, se tivesse se calado, assumido culpas, pedido perdão. Então é aqui que coloco a interrogação, o que é melhor? Amar e não ser amado, amar ser amado e não viver esse amor? Não é difícil responder o que penso sobre isso, o que entendo dessas coisas.  
Como escritora, analisando a situação, sem vínculo algum com os  personagens em questão, os quais estão a ignorar sua oportunidade de felicidade prendendo-se ao egoísmo sem nenhuma chance de trégua ou rendimento ao amor verdadeiro, e assim, deixam passar a única ou talvez a última chance de suas vidas de viver um para o outro e os dois para uma relação de conquista, conhecimento, amor e respeito mútuo. Então...
Penso que tudo isso é vaidade.
E a idade vai e com ela as possibilidades.
E lá, na linha do horizonte quando já se foi a idade. 
A Birra acabou, a solidão incomoda só  ficou a saudade.
E reaver o que perdeu, não é impossível,  mas é raridade!