*

Minha vida,
meus sentimentos,
minha estética,
todas as vibrações
de minha sensibilidade de mulher,
têm, aqui, suas raízes.

Cora Coralina

Algumas alterações

Algumas alterações

(Yohana Sanfer)

"Não sei se viro menina, se viro mulher, se viro todas. Se viro santa, se viro doida. Quem sabe viro onça. Viro a mesa, viro o jogo, viro a página. Quem sabe levo a vida do avesso?! Quem sabe eu viro eu mesma. Mas pode ficar tranquilo. Eu me viro."


Participe da enquete a seguir!


Você acredita que os sonhos trazem mensagens para nossas vidas?
Sim, sempre dão certo com minha realidade.
Não, isso é uma bobagem!
As vezes tem alguma coisa a ver mesmo.
Não é apenas coincidência!
Sim, olho o significado de todos!



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Amigo desconhecido.


O dia em que falou comigo, totalmente desconhecido,
Não era estranho, mas, estrangeiro. 
De uma terra bonita e rica, a terra dos mineiros.

Pra não ser tão inocente, tentei ser atrevida, 

Te fiz uma pergunta pra saber da sua vida.
De propósito capciosa, para analisar sua reação,
e não somente a resposta pra minha indagação.

Atencioso e interessado colocou-se a responder, 

Deixando claro que sua intensão era só  me conhecer.
Não tinha maldade era fascínio 
Naquele encontro casual que nos proporcionou o destino.

Ainda a pouco te conheço e muito te estimo,

Por ser  boa pessoa, um grande homem, um bom menino.

Agradeço a Deus por tua vida e pela a amizade também.

Peço a Ele que te guarde, protegendo de todo mal, amem! 

Novo



Final de um, inicio de outro. Invariavelmente o mesmo seguimento, tradições, legados, heranças passadas de geração a geração envolvem esta data especial a virada do ano. Festividades, comemorações de todas a espécies, gostos e credos. 

Uma confiança que se tem e não falta nos preparativos para as comemorações é a escolha da cor da roupa a se usar na ultima hora do dia do velho ano, primeira hora do dia do ano novo.
Mas será que tem algum significado de fato cada cor com o desejo?
Dizem que se usar branco atrai paz... Se fosse, nenhum médico ficaria em depressão, já que vivem de branco!
Se amarelo atraísse dinheiro, o pessoal do correio estaria rico já disseram por aí...
E se vermelho desse sorte no amor, resolvendo assuntos sentimentais, nenhum bombeiro se divorciava.
O verde é esperança e por aí vai...
O que sabemos mesmo é que não adianta começar o ano de branco e agir como se estivesse em trevas ou em luto o ano inteiro. 
O ano não tem nada de novo se nossos pensamentos não forem renovados e positivos, se não tivermos novas atitudes, se não tivermos mais esperança ao invés de espera. 
O ano novo poderá ser melhor sim, se formos melhores pais, melhores filhos, melhores esposas, melhores maridos, melhores funcionários, melhores patrões, melhores cristãos, enfim melhores irmãos.
Será sim um ano mais próspero e abençoado significativamente, se não repetirmos erros e não carregarmos mágoas dos anos passados.
Seria substancialmente um ano melhor se abraçarmos mais, elogiarmos mais, agradecermos mais, amarmos mais, deixarmos Jesus ser o centro de nossas vida, só assim a graça e a misericórdia do Senhor estarão conosco todos os dias até o fim do ano, do outro ano e do outro e do outro... Amém!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Parecer


Desnecessariamente fazendo uma análise dos textos aqui publicados, obviamente escritos pela mesma pessoa, no caso eu, convém lembrar isso, já que são textos circunstanciais e por isso não fica bem claro a autoria dos mesmos, até mesmo por se tratar de um blog pessoal, alguns me perguntam, é você que escreve todos? (Pausa e um esboço de sorriso no canto da boca)... Sim, sou eu. Apesar de que, costumo dizer que sou escritora e não autora. 
Voltando ao fio que me trouxe até aqui hoje, dentre inúmeros motivos para isso, tenho uma razão específica agora.
Sei que escrevi sobre muitas coisas, situações, sentimentos, problemas, dores, alegrias, confusões, ilusões, certezas, incertezas, esperança, espera, felicidade, tristeza, sobre momentos etc... também sobre pessoas, mesmo sem mencioná-las, mas se lerem, saberão do que se trata, entretanto, talvez tenha sido em vão todas essas despretensiosas porém opiniáticas narrativas. 
Mas para observar cada caso, pensei agora no momento em que escrevo este texto, fazer uma avaliação de alguns textos e só assim compartilhando com você que está lendo poderei de fato saber se valeu a pena.
Eu comecei no myspace, fiquei três anos escrevendo por lá, mas a cinco anos estou aqui, são muitas coisas, vou selecionar de forma aleatória os textos e responder sobre o desfecho da história daquele circunstancial escolhido.  
Primeiramente vou falar sobre "Extremamente desamparada". Estava em confusão mental e afastada dos caminhos do Senhor, hoje estou usufruindo da graça de Deus e o único ser que me observa é o Espírito Santo de Deus.
"Eu sou". Hoje eu sei que não sou nada, Jesus e tudo em mim.
"Um lugar só meu". Em terapia comportamental nesta circunstancia, mas se tivesse na terapia de Cristo eu saberia que o meu lugar é á sombra do Onipotente.
"Amor incondicional". Bobagem, mas que deixo exposto pra me lembrar que amor incondicional é só o de Deus por nós.
"Viver é bom". É bom demais, não mudei e nunca mudarei esta palavra, que viver é bom e com Cristo é melhor ainda.
"Está por vir". Continuo pensando que Deus não fecha uma porta antes de abrir outra. Confie.
"Títulos". Texto bobo, mas necessário. Ainda não mudou.
"Espaço em mim". Pois em meio a insensatez, o amor encontrou espaço em mim, mas o desatino ainda terá fim.
"Vaidade". Foi o texto mais doloroso que escrevi, pois falava de mim com o coração a sangrar.
"Medo". Não tenho medo. Nem de amar e nem de sofrer!
E para terminar esta pequena avaliação, falarei um pouco mais sobre o texto chamado "Tempestade".
O que me incomodava tanto, já não incomoda mais... Mas nem sempre são tortuosos, nem sempre é tempestade, muitas vezes brilha o sol, pois, como disse o sábio.. A chuva sempre parou, a tempestade pode ser longa, assustadora, mas ela vai passar...
Só que até hoje a minha tempestade ainda não parou... Só que eu aprendi a dançar na chuva!
E termino aqui com lágrimas nos olhos, pois mesmo que aprendi dançar na chuva, por fora me veem sorrindo, mas por dentro sinto cada pingo como uma faísca de fogo queimando-me.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Perguntas e respostas


São tantas perguntas sem respostas e tantas respostas para perguntas que não são as que me pergunto e muito menos feitas por outros. Não falo de perguntas sobre coisas, fatos e acontecimentos, mas das que são de dentro, das que se formam no decorrer da vida.
São simplesmente perguntas, respostas, perguntas para respostas e respostas que formam perguntas.
Apraz-me escrever, pois, escrevo sobre tudo, tudo que está dentro de mim, sobre o que meu coração anseia, sobre dúvidas que tenho e prefiro não perguntar, mas escrevendo respondo as perguntas que saltam do meu olhar.
Deveras são respostas para estas perguntas que não tem respostas, ou sejam perguntas para  respostas que surgem sem eu me perguntar.
Assim, vou escrevendo, aprendendo com os escritos que surgem de minha mente, do meu raciocínio nem sempre compreendido, mas honesto e coerente.
Bom mesmo é ter respostas, pois sempre estamos carentes e necessitando delas, talvez para confirmar algo que já está decidido dentro de mim, outrora para mudar circunstancias onde tudo está confuso e quero por fim, mas é preciso uma resposta, pois não depende só da gente, mas é uma necessidade desmedida de aprovação, comprovação, como quem já errou demais, pois não esperou respostas, reteve respostas, ignorou respostas de tanto se fazer perguntas.

Respondemos apressadamente e equivocadamente a elas, para que fossem de acordo com nossa vontade ou necessidade do momento. 
Bom mesmo é escutar as perguntas que não tem respostas e responder com silêncio, ficar em silêncio e esperar as respostas, pois é certo e incontestável que a resposta certa sempre vem de Deus, mas a maioria das vezes atropelamos, batemos de frente, duvidamos e ignoramos estas respostas, pois só aceita a resposta dEle, quem busca, quem espera, quem ouve atentamente a sua voz, pois só se pode ouvir a voz de Deus se ignorar a sua própria consciência e também a voz do  mundo e se aproximar mais e mais dEle, conhecer a voz dEle, pois, como vamos reconhecer sua voz se nunca a ouvimos?
Na palavra de Deus está escrito que ao homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua.
E ainda diz mais.... Todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor avalia o espírito.

(Provérbios 16: 1,2)


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Eternidade


Pra não falar só de igreja, mas tocando no assunto, hoje em dia tem tantos evangélicos no mundo, glória a Deus por isso! 
Só no Brasil são cerca de 25% da população com dados do IBGE em 2014. Mas tem surgido uma geração que é crente desse mundo para esse mundo mesmo, que foram para a igreja se refugiar de alguma coisa, sofrimentos e das coisas ruins que acontecem pra todo lado, pois na igreja passa-se a viver de forma a pensar estar seguro, a família fica bem melhor, os filhos tambem. Outros porque a música é boa e se sentem bem nos cultos, mas saiu dali voltam a ser a mesma pessoa de antes, talvez possam ser chamados de agentes secretos de Deus, é crente mas não quer que ninguém saiba, por aí. E outros e ate mesmo igrejas que nem sequer falam que estão aguardando a volta de Jesus, pensam que isso é demais para crer, não há cabimento nisso, então vou só ser crente mesmo, esse negócio de eternidade não me convence não e aí por diante. Outros tem vergonha de cumprimentar com a Paz do Senhor, no máximo dizem Paz... Pra não parecerem os crentes antigos, ultrapassados, crentes esses que querem transmitir a Paz de Jesus Cristo nosso Senhor, que chegou a dizer, a minha paz vos deixo a minha paz vos dou, não a paz que o mundo conhece... quer dizer então que é a paz do Senhor!!! 
Mas ta na moda adorar a Deus, (na igreja, pois fora dela, só Jesus pra ter misericóridia) ser cheio da unção e tal, então pregam ou buscam um Jesus que traz felicidade, um Jesus que cura, liberta, mas não pregam o céu, não falam do arrebatamento, não falam da vida eterna, pois para o mundo isso é loucura e esses ditos evangélicos querem ser abençoados aqui, amam o mundo e não fazem questão de sair dele. Não que seja errado, ou que não possamos desfrutar das benção aqui no mundo, mas é necessário que se saia da religiosidade e pregue e busque a vida eterna a salvação em Cristo Jesus, aquele que foi, mas disse que voltará, pois na casa do Pai há muitas moradas, Ele foi prepara-las para nós. Tem crentes desta era que não sabem disso, ou sabem e não se importam, fingem que não entendem, mas é bom que se espere por Jesus hoje, a palavra diz que Ele virá como um ladrão na noite, por isso temos que saber, entender e esperar, mas para alcançar a vida eterna não basta saber, tem que viver conforme a palavra diz. 
No evangelho segundo escreveu Lucas no capítulo 10 versículo 25 a seguir, um homem da lei, quer dizer que era estudioso da palavra de Deus, quis testar Jesus perguntando-lhe ''que farei para herdar a vida eterna''? O Senhor Jesus disse a ele: Que está escrito na lei? Como lês?
E, respondendo ele, disse: Amará ao Senhor teu Deus de todo teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E disse-lhe Jesus: Respondeste bem, faze isso e viverás. Ele querendo justificar-se perguntou: E quem é o meu proximo? Jesus lhe contou a parábola do bom Samaritano, resumindo, o próximo é quem está próximo, é todo ser que respira, que precise de você que esteja ao seu alcance e que você possa socorrer, ajudar, cuidar, amparar como aquele Samaritano que se encheu de compaixão por aquela vida.
Temos que falar do ceu esperar o ceu, buscar o ceu. A vida eterna pertence aquele que subir com Jesus. Não seja crente só para este mundo, não se envolva em contendas, questões que vão te afastar de Deus. A coisa mais importante para o crente tem que ser ganhar almas para morar no céu, não só para reuniões agradáveis quando está com tempo livre. Quanto mais esperamos o céu mais nos aproximamos de Deus nesta terra e abrimos o nosso coração para que Ele habite sem reservas, mas por completo.  
O crente que vai morar no céu é diferenciado, pois ele já vive ensaiando para viver lá, ele já se parece com um morador do céu.
Portanto, vamos deixar de teatro, a vida com Deus é muito boa, mas a eternidade com Deus será infinitamente melhor.







segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Foco


Olhando pela porta transparente da sacada, vendo ao longe o prédio da minha igreja e me lembrando da palavra de ontem que foi de fato uma benção, recordei também de algo que me fez pensar muito sobre foco, determinação, objetividade.
Não é sobre o que o pastor disse, apesar de que também foi realmente reconfortante, animador e revigorante.
É sobre uma garotinha de três anos, filha de um casal de amigos, irmãos da igreja, os quais sempre nos levam em seu carro aos cultos de domingo.
Ela sempre esta sentadinha na cadeirinha dela, segura e sempre falante, não admite que o carro ande se estivermos sem o cinto de segurança mesmo no banco de traz.
Outro dia em uma comemoração de aniversario de uma amiga, irmã da igreja a mãe da mencionada menininha estava em pé perto de uma mesa picando alguns legumes e verduras para a salada, ela se aproximou e disse, mamãe, você me dá um pedaço de tomate? A mãe disse: Sim minha querida é só esperar que já vou picar os tomates.
Então ela ficou por ali junto da mãe aguardando e olhando fixamente as mãos da mãe que picava as verduras.
Enquanto isso, uma mulher se aproxima com um bebê e a mãe começa a elogiar o bebê para aquela criança que estava com os olhos fitos na mão e na faca da mãe; Olha só minha querida, que bebê mais lindo! Você quer um bebê também? Ela sem tirar os olhos da vasilha de salada responde; Não mamãe, agora eu só quero o tomate mesmo!
Então, ao pensar sobre isso, em minha meditação sobre esse assunto, comparando com nossas vidas, no dia a dia, as vezes pedimos o tomate, mas perdemos o foco com qualquer oferta simbólica que o mundo nos oferece.
Não que ela não pudesse olhar o bebê ou dizer carinhosamente que sim, eu quero um bebezinho sim. O que importa é que ela não se desviou do seu propósito, não tirou os olhos no seu alvo, não se esqueceu do que o que era possível no momento, não se deixou levar por ofertas grandiosas,  não se rendeu às tentações que nos tiram a visão que realmente é importante , como geralmente fazemos.
Não tire os olhos do tomate que você deseja agora!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O ninho da águia


Poderia  vir aqui falar sobre sentimentos, pensamentos e até sobre o tempo, já que há um vento forte lá fora e o sol ainda não quis dar o ar da sua graça,  poderia até arriscar um palpite que vai chover mais tarde, mas é só um palpite, pois nada entendo de tempo. 
No entanto tenho mais uma palavra a que se refere a águia, desta vez sobre a águia e o seu ninho. Existe toda uma metodologia para ser construído esse ninho, conta-se que os seus ninhos são feitos nos altos dos penhascos. Lugares de difícil acesso, firmados nas montanhas e à beira dos precipícios. As águias usam grandes galhos e ramos a fim de construir seus ninhos.
Elas levam para cima da montanha, todo o material que conseguem e constroem o seu ninho nas rochas. Estes grandes pássaros levam esses galhos grandes até o topo da montanha e começam a arrumá-los dentro da fenda de uma rocha. Em seguida, acrescentam galhos menores. Mais tarde, cobrem o ninho com folhas. Então, como passo final, as águias pegam plumas, caídas do seus próprios corpos, para cobrir o interior do ninho. É uma construção ampla, pesando algumas vezes, aproximadamente, duas toneladas e capaz de proteger dos ventos e das tempestades.
As rajadas de vento mais fortes se formam, geralmente, perto dos picos por causa das grandes altitudes. Contudo, um ninho de águia pode resistir àqueles ventos rigorosos, porque está construído dentro da fenda de uma rocha. 

Pois bem, como sempre gosto de fazer um comparativo sobre a águia  e nós, pensei e por que não fazer um comparativo sobre seu ninho e o nosso. 
Se desejamos ter visão de águia, voar como uma águia, deveríamos buscar também nos esforçar um pouco mais como a águia.
O fato de procurar os lugares altos para os ninhos, não quer dizer que devemos ter que nos mudar para as alturas, mas sim construir o nosso ninho baseado nas coisas do alto, nas coisas do céu, nas coisas de Deus. Ter nosso lugar pessoal com Deus, um lugar onde sabemos que não somos atingidos, mas é com renuncia, abnegação que construímos esse lugar, para que nele possamos nos sentir seguros e inabaláveis, então começamos a trazer sacrifícios de louvor e adoração a Deus neste lugar onde não podemos ser atingidos nem pelos piores ventos e tempestades deste mundo, pois o nosso ninho, o nosso lugar está construindo dentro da fenda da rocha do pico mais alto, Jesus é a Rocha Eterna a Pedra Angular que os poderes do inferno não puderam derrubar. Com nosso ninho firmado Nele nada também nos atingirá.





sábado, 5 de setembro de 2015

Motivação


Dizem que a motivação é passageira, mas sempre há de existir alguma, pois quando não há nenhuma é impossível fazer algo, pois tudo é motivação. Falando nisso, estou aqui e vim escrever sobre o fato de não ter nenhuma motivação esses dias para expor minhas ideias e sentimentos, foi então que percebi que o fato de não ter nenhuma motivação já é minha motivação de vir aqui. Já que isto nada mais é que o impulso de agir para atingir o objetivo, nesse caso mesmo sem perceber eu agi para atingir o meu objetivo que é escrever algo, mesmo estando sem motivação aparentemente. 
Assim como o banho deve ser diário para que continuemos a nos sentir bem, confortáveis e animados, a  motivação também tem que ser buscada diariamente para que possamos nos sentir revigorados como depois de um belo banho. 
Bem, as ideias sobre isso foram surgindo a medida que me posicionei diante do teclado e comecei a falar que não tenho no momento motivação alguma para escrever ultimamente. As ideias não surgem, sentimentos não são liberados para expor, então fechei-me por uns dias até que agora comecei a declarar o que não tenho, sendo que isso é o que me motivou a escrever. Não sei se estou sendo entendida, mas o que quero dizer é que qualquer que seja a situação, existe uma motivação por traz de tudo, talvez negativa, mas tem lá uma influencia, seja do pensamento, do sentimento, na razão ou da loucura. 
Existem épocas que somos mais motivados por acontecimentos, sentimentos, situações que nos fazem ficar mais inspirados a fazer algo, no meu caso, escrever.
Não tenho passado por maus bocados, mas também não tenho vivido dias de glórias. Meu coração não se encontra desassossegado, mas também não esta com as luzes apagadas, mesmo assim não achei que fosse legal falar sobre isso. 
Minha vida está passando por uma metamorfose assistida, e me sinto dentro do casulo, resguardando para que no tempo certo eu saia e aproveite a verdadeira boa parte da vida, com as asas fortalecidas e verdadeiramente formadas. Já estive em casulos outras vezes, mas, sempre vinham e me tiravam, na tentativa de  me ajudarem não deixavam minhas asas se fortalecerem de verdade, saindo antes do tempo. Então não podia voar,  e não era lagarta e nem borboleta.
Confiante (motivação) que hoje é um dia a mais encasulada, mas, um dia a menos para o remate desse tempo é que sigo esperançosa de que nunca me faltará motivação.



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Verdade que magoa


Tem brincadeira que ofende, tem ofensa que é brincadeira, depende do grau de intimidade, mas se tem uma coisa que todo mundo diz é que tem palavra que magoa. 
Pensando sobre isso e lendo coisas por aí acabei percebendo algo que ta na cara, só não prestamos atenção, mas a palavra que ofende é a que fala a verdade sobre nós. 
A hipocrisia é tão grande no ser humano, que se você fala algo que não é verdadeiro não ofende tanto ou não ofende quanto se falar a verdade, na maioria das vezes gera sorrisos, talvez gargalhadas. Vou me colocar no exemplo. 
Se me dizem que sou prepotente, arrogante, ou qualquer coisa do tipo, magoa... Magoa porque de veras sou, apesar de humilde e muito humana, tenho meu lado negativo, todos temos, que mesmo sem perceber usamos no dia a dia, até mesmo por questão de sobrevivência em meio a luta que é conviver dia a dia com pessoas como eu, pessoas boas, porém com variações de humor e distúrbios de personalidade, por mais sinceros, justos, mansos, inteligentes que possam ser. 
Não existe ninguém melhor que ninguém, somos feitos da mesma matéria, pelo mesmo Criador, somente nos diferenciamos conforme vivemos, convivemos, decidimos, andamos e nos relacionamos. Somos moldados dia após dia pela vida, por atitudes que temos, as vezes corretas, as vezes convenientes, mas são atitudes independentes. Apesar de a maioria das pessoas terem boa índole, não quer dizer que as atitudes são, pois o que é certo pra um, não é certo pra outro e assim vai.
Mas o assunto em questão é a palavra que nos magoa. 
Preferimos nos sentir magoados, ofendidos quando apontam nosso lado negativo do que mudar de atitude, passar a ter  uma atitude de mudança, isso porque não percebemos que estamos errados, que somos seres errantes, sempre pensamos que o outro é, mas pensamos que estamos fazendo o certo, que estamos agindo corretamente sempre, mas essa é a nossa visão sobre nós mesmos, mas o outro não nos vê assim.
Pensando assim, hoje me propus uma tarefa, me ver como o outro me vê, quem sabe assim começo a melhorar meu viver, corrigindo o que as vezes é razão de ser magoada. Ao invés de me sentir ofendida localizar o erro e buscar concertá-lo. Pode parecer uma tarefa difícil, talvez 
impossível, mas reconhecer já é o começo.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Plantar e colher


Certa vez o apóstolo Paulo disse aos Gálatas, que tudo que o homem semear isto também colherá. 
É certo que colhemos o que plantamos, como ele disse e se estamos sofrendo por algo, estamos colhendo frutos das sementes amargas ou ruins que semeamos no passado.
Sendo assim, comecei a pensar sobre esta questão, será que nunca iremos deixar de colher frutos ruins daquilo que plantamos levianamente no passado? 
Isto me preocupou devido as circunstancias que estou a viver hoje por causa de sementes inconsequentes que andei a semear a quase uma década atras, logo tive uma resposta como consolo, admoestação e orientação para esta minha  confusa, porém abençoada e bem intencionada vida.  
Sempre temos sementes junto conosco como um trabalhador da terra que sai para plantar, já que a vida aqui representa um campo. Ele leva consigo as sementes, quando chega o local ele lança a semente na terra e depois espera que ela nasça, cresça e dê o seu fruto, para então ser colhido na hora certa.
Se em nossas vidas começamos a plantar sementes boas, começaremos logo a colher os frutos bons, mas como toda a plantação tem um tempo para nascer, crescer, dar o fruto e só depois ser colhido, as nossas ações também são assim. As pessoas não vão percebendo a mudança de uma hora pra outra, é necessário que gere vida e de o fruto.
mas é importante deixarmos de plantar de qualquer maneira, sem amor, sem compromisso, sem dedicação, para evitar de plantar o mal e começarmos a plantar só boas sementes, pois, no tempo determinado colheremos bons frutos.
Mas não é sempre assim, hora ou outra em nossas vidas nos deparamos com situações que nos fazem perder o controle e tiramos o foco nas sementes boas e acabamos pegando sementes amargas, as vezes até mesmo sem perceber, por falta de cuidado, mansidão, sensibilidade e amor ao próximo, enfiamos a mão na saca de sementes ruins, pois elas também estão sempre conosco ao lado das boas, e a lançamos na terra que a recebe da mesma forma que receberia a boa, mas quem a plantou talvez nem percebe na hora, ou durante o crescimento, mas logo chega a colheita, aí é certeza de que não foram sementes boas, pois os frutos não são bons,  são frutos de sofrimento e não de alegria, de confusão e não de paz. 
Por isso é bom termos cuidado, vigilância, equilíbrio na hora de lançar as sementes, ou seja, não usar as sementes ruins, por mais que estejam ali junto das boas, pois ela não desaparecem de nossas vidas, nós apenas temos que aprender a não usá-las.
Para que, com o tempo, quando passarem várias colheitas boas de nossas vidas as outras pessoas possam sozinhas perceberem os bons frutos em nós. 
Não há necessidade de espalhar a todos a semente que  plantamos, pois ela germinará, crescerá e a plantação aparecerá com certeza, seja ela boa ou má. 
E os frutos serão notáveis.


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Morrer para viver.


Meu viver por certo não deveria ser viver, 
poderia morrer um pouco para começar viver.

Viver nem sempre é viver, 

as vezes para viver melhor é preciso morrer.
Morrer nem sempre é morrer,
se abnegamos a vida aprendemos viver. 

Quem me dera se de um dia pro outro amanhecer morta 

e então de uma hora pra outra começar a viver.

Livre seria da morte se a vida em mim renascer.

Vivendo genuinamente não recearia morrer.
A morte é só uma mudança, pra quem deseja viver.

Morrer para aprender a viver.

Viver é se deixar morrer.






quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Medo


Uma vez eu disse: 

"Não tenho medo de sofrer por amor, mas tenho muito medo de sofrer sem amor, não por perder alguém, mas por nunca ter encontrado alguém."


Hoje penso um pouquinho diferente, mas que vale a pena mencionar; 


Ainda não tenho medo de sofrer por amor. 

Mesmo porque O amor é sofredor, faz parte do amor sofrer.
É benigno, faz um bem acima do sofrimento que causa; 
O amor não é invejoso, te faz crescer mais; 
O amor não trata com leviandade, o amor é sensato.
Não se ensoberbece, pelo contrário, edifica. 
Não se porta com indecência, ele se resguarda;
Não busca seus interesses, pensa no outro, não é egoísta; 
Não se irrita, é doce; 
Não suspeita mal, confia;  
Não se acomoda com a injustiça, se conforta com a verdade;
Tudo sofre, sem murmurar;
Tudo crê, sem duvidar; 
Tudo espera, sem se fatigar;
Tudo suporta sem relutar.
O amor nunca falha, prevalece.

Simplesmente porque é amor.


A diferença que sinto hoje e penso um pouquinho diferente é que ainda não tendo medo de sofrer por amor, mas continuo tendo medo de sofrer por não aprender a amar.


O meu medo não é sofrer é amar.


domingo, 2 de agosto de 2015

Questão





Ser ou não ser, eis a questão...
Questão de ser feliz, 
questão de estar de bem comigo acima de tudo 
ou só de bem com os outros?
Pode ser as duas coisas, 
posso ser feliz estando em paz comigo mesma 
e assim em paz com os outros. 
Mas nunca seria feliz sujigando minha vontade, 
meu eu, minha natureza para satisfazer os outros.
E por que não ser, se posso ser?
Feliz com todos, inclusive comigo.
Então continuo de onde estava... 
Esperando, pois, escolhi.


Resenha
Ser ou não ser é questão?
Questão é não ser para ser.
Ser feliz é a razão,
da questão e do viver.
Viver é fora de questão,
Pra quem só quer satisfazer.
Sou o que sou e sem razão,
Sem razão alguma de o ser.










domingo, 19 de julho de 2015

Tempestade


Hoje não ia escrever nada e  já estou escrevendo. 
E escrevo por que algo me incomoda, escrevo para deixar gravado para posteridade esta crise, esta tempestade, sim é como me sinto no momento, no meio de uma chuva forte, que me molha, me deixa com frio e sem forças para sair debaixo dela, esperando que ela acabe comigo ou simplesmente passe logo e eu possa novamente  sentir o calor do sol.
Então agoniada em silencio, incomodada, sozinha e com medo começo a pensar demais e tudo esta errado, eu sou errada nunca fui certa, esta verdade é mentira, . 
O fato é que sou humana, e como humana errante sobre a terra, falha, cheia de defeitos, pois como eu disse, somos humanos e perfeito só Deus, ai de mim querer me comparar a nosso Senhor.
Somos uma metamorfose, estamos em constante evolução. Um dia eu disse que sou parte da família que me criou, das escolas que estudei, dos amigos que convivi etc.. etc. 
Pois é, sou mesmo, em constante evolução. Mudo de cidade, mudo de trabalho, colegas e companhias constantemente, cada lugar tem sua cultura, cada povo tem seu costume e cada pessoa tem seu jeito de ser, de viver, de encarar a vida, resolver problemas, enfrentar adversidades. 
Absorvemos o que cada um tem de bom e deixamos de lado o que não nos agrada,  não rejeitamos, renegamos as pessoas por não serem como gostaríamos que fossem, bitoladas ou lapidadas segundo nossa vontade. Não é engolir os defeitos e ficar tudo bem, não é isso, seria mais ou menos como comer peixe frito, tendo cuidado para não engasgar com os espinhos, então é melhor evitá-los e saborear só a carne, ou seja, a parte aproveitável, reconhecer antes as qualidades e não haverá necessidade de apontar defeitos. 
Eu já assumi demais minhas culpas, pois são muitas, tento reconhecer os problemas para não repeti-los, mas consertá-los é impossível. Exemplo disso é uma bica d'água que cai a 35 anos em cima de uma pedra, por certo tem uma marca bastante notável no lugar e se de repente mudar o curso da água, a marca continuará lá, levará muito tempo para marcar a nova pedra, assim somos nós, marcados pela vida, leva tempo pra que tenha efeito a nossa mudança. 
Só que infelizmente sou do tipo de pessoa que aprende errando, justamente por não saber que estou errando, faço o que faço, simplesmente pela razão de estar fazendo, não tem nada mais que isso, não tem um plano por traz de tudo, não tem uma intensão maquiavélica, só faço... mas as vezes quando vejo magoei, ofendi, não só agradei, não fui capaz de perceber a arrogância das palavras, a prepotência nas atitudes, mas já foi. Quem me conhece e gosta de mim, sabe que não sou mal e tira os espinhos e aproveita a parte boa. Já quem não se importa, joga todo o prato fora, pois não se interessa em tirar partes, em aceitar os defeitos, não se importa se o que resta é bom. Quem ama consegue ver a fraqueza por traz de atitudes infantis ou prepotentes e até me ajuda a crescer e me tornar melhor, sem ter que me ferir ainda mais que a vida.
Só que infelizmente não funciona assim, nem todo mundo quer saber de aceitar ou tentar ajudar a pessoa ou aceita-la como ela é, pois na era da tecnologia, de internet e de Redes Sociais é muito mais fácil mudar de pessoa.
Mesmo assim, sabendo que não tenho total culpa é mais fácil assumi-la do que ser infeliz, só que as vezes não dá mais tempo.
Se eu fosse escrever um livro sobre isso, talvez o título seria "Coisas que aprendi quando já era tarde demais."
Não tem só a ver com estas tolices que mencionei a cima, mas também com escolhas que fiz, isso sim é que aprendo tarde, depois que já quebrei a cara.
Exemplos;
Esconder um segredo por toda a vida e revelá-lo tarde demais - Ninguém acredita.
Manter uma paixão fictícia para me safar de sentimentos verdadeiros - Nos torna insensíveis para o resto da vida.
Casar por bondade, beleza ou amizade - Com o tempo sentimos necessidade de amar, apaixonar.
Confiar demais nas pessoas, qualquer uma - Uma hora ou outra nos decepcionam, é melhor não confiar tanto.
Querer mudar de vida e não ter um plano pra isso - Um dia a gente aprende, mas nem sempre muda.
Não envolver com alguém em jugo desigual - Um tem que ajudar o outro.
Médicos não são amigos, são médicos - Quando precisar ele vai trair sua confiança.
Me desvairar por alguém e pensar que ele também sente o mesmo - Você acaba sofrendo sem saber por que ou por quem.
Querer enfrentar o mundo sozinha, sem levar em conta as limitações - Uma hora você acaba pedindo ajuda e aí fica pior. Melhor é ser humilde e contar com a ajuda de quem amamos.
Só Deus pode mudar ou antecipar as coisas - Tentar se matar só te mata um pouco.
Dar demasiado valor e amar alguém que não me conhece e diz que me ama - Você nem vê como acaba só sente que uma tempestade envolveu você.
Barreiras no relacionamento por causa de comportamentos, tipo os que mencionei anteriormente, de uma forma que quase enlouqueço, não merecem minha atenção.
E assim vai por aí a fora, se eu for retrocedendo, lembrando minha história tenho incontáveis exemplos para que fosse produzido mesmo um livro, talvez eu tenha um dia paciência e sabedoria para tece-lo, mas por enquanto vou expondo minhas ideias, sentimentos e pensamentos tortuosos por aqui mesmo.
Mas nem sempre são tortuosos, nem sempre é tempestade, muitas vezes brilha o sol, pois, como disse um sábio ao seu aprendiz quando este lhe perguntou olhando para a chuva forte que caia do outro lado da janela... 
"Mestre, esta chuva vai parar?
 Ele respondeu.
 Até hoje ela sempre parou!"









sábado, 11 de julho de 2015

Vaidade


O que seria pior, amar e não ser amado ou amar ser amado e não poder viver esse amor, sem nada ou ninguém a atrapalhar a não ser o fato de que as partes em questão, os ditos apaixonados não se dão, não se acertam e não se aceitam.
Um atribuindo ao outro responsabilidades, indicando supostos defeitos, inculpando, incriminando, achando isso ou aquilo, denunciam sua própria arrogância apontando ao outro, evidenciando ainda mais a sua soberba e orgulho, sem falar na prepotência, autoritarismo, cargas e cargas de críticas e por aí vai. 
Os dois tem de tudo isso um pouco, mas apontar, criticar, brigar não muda o outro, o que muda é o tempo, a tolerância e a convivência em respeito.
São muitas bobagens que até esquecem os momentos bons e as coisas que realmente importam, como o valor da paciência  a grandeza do perdão e a soberania do amor .
Fico a pensar no futuro, não hoje, amanhã ou mês que vem, mas sim naquele futuro em que as pessoas param para pensar no que poderiam ter feito na vida e não fizeram por orgulho, besteiras, usos e costumes, por não aceitar o outro como realmente é, por não acreditar no que realmente importa, o sentimento. E nesta hora vão se lembrar e então, parados sentados em uma cadeira confortável em suas varandas, sozinhos, cada um em algum lugar do mundo, vão pensar e talvez até dizer em voz baixa; O que eu fiz do amor,  porque não aproveitei aquele momento? O que aconteceu na verdade?  Fecham os olhos por alguns instantes e não conseguem se lembrar o que foi, e não se lembram, por que o que é motivo para afastar uma pessoa da outra hoje não fará sentido amanhã,  pois, não terão valor futuramente, atitudes e insultos que impedem as pessoas de se aceitarem, que as fazem vulneráveis, machucando e golpeando um ao outro sempre e sem dó, nesta hora será irrelevante e o que agora é tão difícil de suportar ou ceder, lá descobrimos que poderíamos suportar muito mais pra alcançar e viver o que se perdeu, só pra não ter a dor de não saber como teria sido se tivesse cedido um pouco mais, se tivesse lutado um pouco mais, se tivesse se calado, assumido culpas, pedido perdão. Então é aqui que coloco a interrogação, o que é melhor? Amar e não ser amado, amar ser amado e não viver esse amor? Não é difícil responder o que penso sobre isso, o que entendo dessas coisas.  
Como escritora, analisando a situação, sem vínculo algum com os  personagens em questão, os quais estão a ignorar sua oportunidade de felicidade prendendo-se ao egoísmo sem nenhuma chance de trégua ou rendimento ao amor verdadeiro, e assim, deixam passar a única ou talvez a última chance de suas vidas de viver um para o outro e os dois para uma relação de conquista, conhecimento, amor e respeito mútuo. Então...
Penso que tudo isso é vaidade.
E a idade vai e com ela as possibilidades.
E lá, na linha do horizonte quando já se foi a idade. 
A Birra acabou, a solidão incomoda só  ficou a saudade.
E reaver o que perdeu, não é impossível,  mas é raridade!







quinta-feira, 18 de junho de 2015

No silêncio


Quando o silêncio fala mais alto.
Ouço uma voz dentro de mim.
Que não fala coisa com coisa.
Nem mostra marcas do fim.


Quando o silêncio afeta a alma.
Sinto vontade de gritar pra dentro.
Mas, não é lícito perder a calma.
Gritar, falar, qualquer pensamento. 

Quando o silêncio vence a fala.
Sinto que tenho que me calar.
Qualquer sofrimento me abala.
É impossível me controlar. 

Quando o silêncio não tem nada a dizer.
Sem motivos é simplesmente silêncio.
Me pergunto toda hora o porquê.
Porque se apossou de mim o silêncio.

Quando para o silêncio não existe resposta.
Quando não parece ter sentido a vida.
E no silêncio se ouve o abrir de uma porta.
E Deus te diz: Eis aqui Tua saída.





Dia e Noite.


Dia.... O dia ao contrário da noite, esconde medos, incertezas e até revelações.
O dia é amargo, insensível, corajoso, aventureiro, inescrupuloso e até agressivo.
Noite... Depois que tudo dorme, contrariando o dia, o silêncio é ameaçador, e só, me encontro em meio a medos, incertezas e muitas revelações, constatações de erros do dia encorajador e que naturalmente me leva a atitudes assustadoras. 
A noite tolerante, sensível, ponderada, meticulosa e ternamente reveladora, faz-me sentir repulsa de comportamentos e decisões diárias que não são nenhum pouco espirituais, mas se assemelham a alma, carnal, animadora e que impera o egoísmo.
O dia mostra problemas como se fossem só meus.
A noite revela coisas maiores, prioridades do espírito, partículas consideráveis e que envolvem outras pessoas.
Então sofro por não saber resolve-los durante o dia com toda essa frieza. Choro!
E então, chega a noite, que me revela o quanto fui egoísta, o quanto deixei de amar, deixei de adorar, de louvar, de acreditar, de ser mais de Cristo e menos de mim, sem esperar que alguém faça algo, pois certamente não o fará. 
E sinto calor o tempo todo, mas de repente começo a sentir frio, parece que a noite vai ter fim e outro dia esta para nascer, e nesse intervalo adormeço, logo amanhece e começa tudo de novo.
Gostaria de sentir este dia como se fosse noite, para resolver e pensar, tomar decisões com os sentimentos noturnos, mas talvez haja uma razão de não ser,  quem sabe eu precise, eu  necessite não ter medo, talvez eu tenha que me aventurar, ser mesmo corajosa, lúcida e tão abusada quanto a luz do sol, seguir  meus instintos, mas adorar, somente adorar, para que, ao invés de minha alma dominar minhas vontades, Cristo viva em mim e seja a minha entrada e minha saída, por onde quer que eu ande.
E ninguém... Ninguém fará isto por mim.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Para quem escrevo


Era pra ser diário, os desabafos e desatinos expostos aqui.
Mas algo se perdeu, mudou o rumo da vaidade, já não me entregava como deveria, mas me abstinha, pois necessitava. O que era comum de se jogar ao vento acabou se tornando rançoso e não havia mais necessidade, então morri pra isso e não mais sentia vontade sequer de ler meus desatinos já publicados. 
Escrever pra que? Bastava apenas pensar, já que ninguém ia ler, se o objetivo de quem escreve é ser percebido, a necessidade de quem se expressa é evidenciar sentimentos, mas quando alguém se interessou pelos textos, pelo tom, pela vida, pela cor, pelo cheiro provável de quem escrevia aquilo que estava abandonado, jogado, largado, fadado ao fracasso. Então mudou novamente o rumo da vaidade, me jogando mais do que devo, desesperada por expor ideias, me entregando como nunca ao dom que outrora sufocado, já que não havia ideias nem desejo notável de escrever. 
Revivi desejosamente lendo, relendo, pensando e escrevendo, confesso que está difícil pensar em voz baixa, já que em erupção acordei, devido a presença expressiva, considerável, significativa e importante do "leitor".

Espaço em mim


Não é porque falo de dor, que não me deleito no amor.
O meu amor é longânimo, me permite ser poeta e falar sem pensar, mas não é complacente, desaprova o meu erro e me ajuda a mudar, sou pecadora constante, buscando a misericórdia incessante. 
Sinto tudo que falo e falo quase tudo que sinto, não sou de escrever sem sentir e nem sempre de sentir e escrever. 
Tenho um temperamento destemperado, que nunca falta pimenta, talvez falte um chá de alecrim ou de amora, sei lá. Importante mesmo que eu quero alegar é que por mais que seja insana esta minha vida, esta minha história, creio que há sempre um pouco de razão no delírio, pois, como já disse alguém no passado, até pra ser louco tem que ser sábio.
E mesmo em meio a insensatez, o amor encontrou espaço em mim, oxalá se ocupasse o resto, e então sem espaço, o desatino teria fim. 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Adaptado




Escreveria sobre realizações, se tivesse realizado.
Falaria de meus sonhos, se os tivesse sonhado.
De coisas interessantes, se tivesse me interessado.
Sentiria saudades de um amor, se tivesse amado.
Do que é mais importante, se tivesse me importado.


Escrevo sobre o que não sei, por nunca ter aprendido.
Falo da realidade, verdadeiramente do que não realizei.
É tudo irrelevante, nada faz sentido, não tem que fazer.
Superficial o amor, os sonhos que tive,  não os sonhei.
À vontade dos outros, meus sonhos adaptei.